Manual de Instrução de

 

 Manufatura e Instalação Experimental do

 

 Aquecedor Solar de Baixo Custo –

 

 

A S B C

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Manual do Usuário

 

 

 

 

 

Novembro / 2001

 Versão 1.24

 

Nota:  Este manual foi originalmente confeccionado para visitantes do laboratório. As informações aqui contidas têm maior validade após o contato físico com o sistema. Mas devido à excessiva demanda, não há mais condições de atender a todos que desejam nos visitar. Assim pedimos a compreensão para eventuais dificuldades de entendimento. A melhor saída para tal condição é a atenta leitura e boa dose de paciência na montagem do sistema. Um estudo do Manual do Usuário - Conceitos (neste momento em fase de elaboração) também é sugerido.

 

O projeto ASBC está em fase final no laboratório da Sunpower, já tendo demonstrado sua viabilidade técnica e econômica. Porém por não estar acabado este manual destina-se à montagem e instalação de protótipos, e não deverá ter por objetivo uma comercialização em escala do produto.

 

Os materiais utilizados são encontrados no mercado, porém sem as características desejadas para tal finalidade, como durabilidade, estética ou praticidade de montagem.

 

A montagem, instalação e operação destes protótipos tem por intenção a detecção de problemas relacionados ao processo, bem como a aferição de vantagens como a conseqüente economia de energia elétrica.

 

Assim é desejável que o visitante e/ou leitor deste manual repasse esta tecnologia a outros interessados (parentes, amigos, vizinhos...), ensinando-os a fazerem por si próprios, auxiliando assim a aceleração do processo. Solicitamos que todas informações novas obtidas sejam repassadas à Sunpower, via e-mail.

 

Este é um projeto para livre utilização da população, cuja tecnologia não é patenteável. Os objetivos dele são: melhorias sociais, ambientais, energéticas, econômicas e de geração de empregos.

 

A principal forma de disseminação da nova tecnologia será realizada por pequenos núcleos regionais de revenda de Kits de matéria prima, que, ao fornecê-los ao usuário, visa o processo de “bricolagem” ou do “faça você mesmo”. Em breve, o processo da disseminação também ocorrerá pela prestação de serviços de instaladores, realizando os seus serviços em residências. Estes Instaladores deverão passar por período de testes e certificação, com apoio fornecido pela Sunpower ou de grupos de ensino como SENAI e outros.

 

GARANTIA

 

É importante frisar ainda que por se tratar de um projeto de cunho experimental, todos os que assumirem a responsabilidade de manufaturar seu próprio ASBC ou se dispuserem a prestar serviços a terceiros devem estar cientes de que nenhuma garantia, da natureza que for, poderá ser oferecida, seja quanto ao funcionamento, sua durabilidade e/ou defeitos como por exemplo, vazamentos. O início da oferta de Garantias seguirá a maturação destas tecnologias, fruto de anos de atividade de manufatura e uso dos ASBC.

 

®  É importante a leitura atenta e completa deste antes do início da montagem do equipamento. ¬

 

Sumário

 

1. O Sistema 04
     1.1. Material Necessário para Três Coletores 05
     1.2. Material Necessário para o Reservatório 05
     1.3. Material Necessário para a Instalação do Sistema 07
2. Manufatura dos Coletores 07
3. Manufatura do Reservatório 11
     3.1.  Manufatura de um Reservatório Virtual 14
4. Instalação  17
     4.1. Direção, Inclin. dos Colet. e Eliminação de Gases 17
     4.2. Posicionamento Relativo Placas – Reservatório 18
     4.3. Conexão entre Coletores e Reservatório   18
     4.4 Ligação até o Chuveiro 19
5. Aquecimento Auxiliar 21
6. Cuidados na Operação 22
7. Manutenção 22
8. Lista Sugerida de Fornecedores   24
9. Sugestão de Outros Componentes Aplicáveis ao ASBC 25
10. Informações Complementares 26

                             

 

1. O Sistema

 

O sistema básico, para uma família de quatro ou cinco pessoas, do Aquecedor Solar de Baixo Custo - ASBC - é composto por três placas em plástico interligadas e pintadas de preto (à frente denominadas coletores), por onde circula a água a ser aquecida, e um reservatório de volume útil de 160 a 170 litros. O peso dos três coletores em operação (com água) é de cerca de 23 kg, distribuídos numa área de 2,2m2, e de dimensões aproximadas de 1,3 m de altura por 0,7 m de largura cada.

 

Não obstante, é possível aumentar a quantidade de coletores e o volume do reservatório a fim de atender um maior número de pessoas. Para efeito de aproximação, pode-se calcular 80 a 100 litros por cada m2 de coletor em S. Paulo e 100 a 120 litros no interior paulista. Cada coletor de 0,75m2 é composto um perfil de forro de PVC modular (do tipo forro de cobertura de escritórios, postos de gasolina, etc.) com tubos de PVC agregados às suas extremidades. Estes coletores ficam expostos ao Sol, apoiados sobre o telhado. A tubulação e conexões dos circuito do ASBC são feitas em PVC comercial.

 

A circulação da água ocorre naturalmente, mas para isso é necessário que o reservatório esteja acima do nível dos coletores. Esta disposição promove o efeito “termo sifão” (circulação natural entre coletores e reservatório térmico), baseado em diferença de densidade entre a água fria enviada aos coletores e a água quente dentro dos mesmos. Este efeito corresponde a uma efetiva bomba de água solar.

 

Assim, quando a energia luminosa incide sobre os coletores negros, esta é se transforma em calor e é repassada quase imediatamente à água, que “diminui” de densidade e tende a subir, visto que é “empurrada” pela coluna de água fria, de maior densidade. A circulação pára quando da ausência de sol ou quando alcançada a máxima temperatura dentro do reservatório, limite natural de eficiência do sistema. Ou seja, é um sistema auto-regulável, onde o objetivo é alcançar a temperatura máxima dentro do reservatório (de 20 a 25 graus acima da temperatura máxima do ar medida no dia do aquecimento). Ele é simples e estável (sem peças, calibragem ou controles potencialmente problemáticos). Por sua característica de utilizar um filme de água de pequena espessura (10mm) e, portanto, de pequena massa e grande superfície de contato com a superfície negra do coletor, apresenta pequena inércia, logo, rápido tempo de reação. Característica importante quando, por exemplo, o sol aparece por poucos minutos entre duas nuvens.

 

Vale ressaltar ainda que por não possuir um vidro de cobertura (para geração do efeito estufa que permite a elevação da temperatura do coletor bem acima de 100OC), que é típico de coletores tradicionais, apresenta em contrapartida mais rápidas respostas térmicas no início da manhã e no final de tarde. É que a cobertura vítrea reflete praticamente toda a luz quando ela incide sobre o vidro com pequena inclinação.

 

 


1.1 - Material Necessário para Três Coletores             (Figura 01 ¯)

(LISTA SUGERIDA DE FORNECEDORES NO FINAL DESTE MANUAL)

 

-         03 pçs de forro de PVC 1,25 x 0,62m  (marca Medabil ou Confibra, qquer cor)          (1)

-         4,3 metros de tubo de PVC 32mm soldável (marrom)                                              (2)

-         04 uniões soldáveis ou luvas de correr de 32mm (marrom)                                       (3)

-         05 Adaptadores bolsa/rosca 32mm x 1” (marrom)                                                    (4)

-         02 Joelhos 90º de rosca 1” (branco)                                                                        (5)

-         01 Cap com rosca 1” (branco)                                                                                (6)

-         04 Caps de 32mm soldável  (marrom)                                                                     (7)

-         03 m2 de Isopor (placa de 20mm), para SP-capital e regiões mais ao sul                   (8)

-         Esmalte sintético preto fosco (Coral ou Suvinil) 900 ml                                             (9)

-         Adesivo para tubos de PVC e solução limpadora

-         Adesivo epóxi bi-componente Araldite 24 H (60 g total) ou Plexus 310 (novidade)

-         Talco mineral (opcional)

-         Fita veda-rosca

-         Adesivo de silicone (bisnaga pequena)

-         Lixa 120 (02 folhas)

-         Álcool etílico 96ºGL e pano para limpeza

-         Trena ou metro + Ferro de solda ou furadeira (broca 3mm p/ aço)

-         Pincel 2”

-         Espátula pequena e flexível (ponta arredondada, tipo misturador de café/açúcar)

-         Arco de serra para aço

-         Serra com uma extremidade livre (Ver foto 04, página 9).

-           

1.2           Material Necessário para o Reservatório

            (LISTA SUGERIDA DE FORNECEDORES NO FINAL DESTE MANUAL)

Existem alguns tipos de reservatórios possíveis, a saber: caixa de isopor comercial (170 ou180L), caixas de cimento-amianto, de fiber-glass, de  polietileno (vários volumes disponíveis), barricas em celulose (uso interno, dentro do telhado), caixas feitas “in loco” em alvenaria, etc. Porém para todas elas é necessário o material a seguir:

-         Saco plástico pneumático, com a função de caixa de água flexível, sempre inserida em uma das estruturas mecânicas (reservatórios) sugeridas acima, usualmente separada destas por camada de isolante térmico..

-          02 Cj. de Adaptadores com Flanges de 1” curtos (ou longos para caixa de isopor) (água indo para e vindo dos coletores)

-          01 Adaptador com Flange de ¾” curtos (ou longos para caixa de isopor)(Torneira de Bóia)

-          02 Conj. Adaptadores com Flanges de ½” curtos (ou longos para caixa de isopor)(para pescador e ladrão)

-         01 Torneira de Bóia com saída para mangueira (p.ex. marca Tigre)

-         03 Joelhos 90º soldáveis de 20mm  (2 para o pescador, 1 para a saída do ladrão)

-         01 Cap soldável de 20mm  (para o pescador)

-         01 Joelho 90º soldável de 25mm  (para o duto redutor de turbulência)

-         01 metro de tubo de PVC soldável de 25mm  (para o duto redutor de turbulência)

-         01 metro de tubo de PVC soldável de 20mm  (para o pescador)

-         01 Adesivo de silicone (bisnaga pequena) (para vedação das flanges longas)

-         01 Flutuador (bóia do tipo “banana” de piscina, ou outro tipo)  (para o pescador)

-         Isolantes térmicos: Isopor, lã de rocha, lã de vidro, polietileno expandido, plástico bolha, etc. (serragem, jornal, cobertores usados, sapé, isto é, o que for possível de ser obtido na região...).              OBS: Exceto para caixas de Isopor


Figura 01: Ilustração do material necessário para três coletores

 


1.3.  Material Necessário para a Instalação do Sistema

 

            A quantidade depende da distância entre o reservatório e os coletores e o número de curvas necessárias, variando de caso a caso. Basicamente são necessários tubos, joelhos de 90º e 45º, luvas e uniões, todos no diâmetro de 1”, além de lixa, adesivo e solução limpadora para PVC. Para facilitar eventuais manutenções, usar sempre que possível conexões desmontáveis, tais como uniões e luvas de correr.

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2. Manufatura dos Coletores

 

 

Lembretes:  1) Sempre antes de qualquer colagem, lixar bem a superfície e limpá-la com um pano embebido em álcool. Retira-se assim o pó de PVC e eventual gordura proveniente do manuseio com as mãos. Esperar a secagem.

            2) O adesivo Araldite 24H leva cerca de 12h para ganhar consistência; Escorar o local a ser colado a fim de que não haja escorrimento das peças. O ideal é colar uma superfície e deixar descansar, para então no dia seguinte virar e colar a outra face. O adesivo Plexus 310 só tem 15 minutos de tempo de uso (pot life) antes de começar a endurecer.

3) Sugere-se adicionar talco mineral (e não a base de amido!) à mistura de Araldite já pronta, até adquirir uma coloração leitosa. Este procedimento  aumenta a viscosidade do adesivo, melhorando sua trabalhabilidade e permitindo continuar as atividades nos coletores num período mais curto, cerca de 5 horas. A maioria dos talcos nacionais são minerais. Os argentinos, de amido. Consultar o fabricante. O adesivo Plexus já vem pastoso

4) Sugere-se começar todas as operações de colagem e teste de coletor por um coletor somente, concentrando possíveis erros em coletor único.

 

1º Passo:     Cortar 6 pedaços de tubo 32mm marrom, de 70 cm cada (utilizando o arco de serra). Lixar os primeiros 3 cm de cada ponta, para preparação de colagem futura.

 

Numa tábua plana (de aproximadamente 80 x 15 cm) fixar 8 pregos grandes de forma a fazer uma guia em que o tubo de 70 cm fique bem fixado. Utilizando um lápis e uma régua de 70cm (ou outra estrutura de aresta reta), demarcar o rasgo a ser feito para o encaixe preciso do forro pronto, rasgo de dimensões aproximadas de 615 x 11mm (faça a medição da sua própria placa de forro de PVC). (Ver fotos 01 e 02). De acordo com a placa de forro utilizada, os cantos dos rasgos devem ser mais ou menos arredondados. O comprimento das pontas sobressalentes devem sempre serem iguais.

 

Fazer um rasgo interno à área demarcada, para a introdução da serra de extremidade livre. Este rasgo pode ser feito com um ferro de solda (Ver foto 03) ou com o auxílio de uma furadeira com broca de 3mm (7 furos alinhados, e transformá-los num rasgo). Introduzir a ponta da serra e serrar cuidadosamente seguindo a marcação, a fim de não abrir o rasgo mais do que o necessário. (Ver foto 04).

Uma vez aberto o rasgo, dar acabamento com uma lima ou estilete, e lixar toda a superfície que será colada (inclusive ao redor do rasgo, do lado externo e quando possível do lado interno do tubo). Ver foto 05.

 

2º Passo:     Lixar as extremidades dos forros. Preparar Araldite em quantidade adequada sobre uma chapa limpa, suficiente para colagem de um dos lados do conjunto forro e seus dois tubos. Se possível adicionar talco e misturar bem. Limpar com um pano embebido em álcool toda superfície a ser colada, e tomar cuidado para não mais por as mãos nela. Pela rápida secagem, preparar o Plexus em pequenas quantidades. Ver foto 06.

 

Deitar o forro sobre uma superfície horizontal e passar o adesivo com a espátula numa faixa de 1,5 cm das suas extremidades, em ambas as pontas., assim como no lado do rasgo, dos dois tubos. Encaixar o tubo até a entrada de 0,5 cm do forro na porção interna do tubo. Ver foto 07 e 08. Passar o adesivo por toda a extensão de contato externo tubo/forro, de forma a deixar um “montinho”, inclusive nas quinas, com uma pequena espátula flexível. Ver foto 09. Tenha certeza de preencher toda superfície. Colocar uma chapa de sustentação de 1,5cm de espessura (ou mesmo jornal) sob o forro é uma excelente medida para evitar o “entortamento” do tubo em relação ao forro durante a secagem do adesivo.

 

No dia seguinte (com uso do talco, cinco horas são suficientes) repetir a operação do outro lado do coletor, sempre procurando introduzir o adesivo dentro do rasgo e fazendo uma cobertura geral do espaço colado. Um dia após, realizar os testes de estanqueidade. Se tudo em ordem, repetir a operação da colagem dos outros quatro tubos e duas placas de forro.

 

Certifique-se que a distância entre tubos seja igual nos três coletores, durante o processo de colagem, para permitir uma correta conexão das placas. Para tanto, pode-se fazer um gabarito (p.ex., um sarrafo de madeira) que seja apoiado entre as pontas dos tubos do mesmo coletor, mantendo uma distância constante entre estes tubos, utilizando o mesmo sarrafo na manufatura dos três coletores.

 

 

3º Passo:     Após a completa cura do adesivo (pelo menos 24H), fazer o teste de estanqueidade: tampar três das quatro extremidadades dos tubos (com caps, mas sem colar), e na restante encaixar um tubo (através de uma luva, mas sem colar!) de pelo menos 3 m de altura, (ideal 6 m) na vertical, e completar de água. Se houver vazamentos, marque os locais com uma caneta, esvazie o coletor, deixo-o secar bem e proceda o conserto com Araldite. 

 

Cortar três peças de isopor com estilete, de medidas 122 cm x 61 cm, e colá-las com silicone na parte de trás do coletor, não colando sob os canos. Ver foto 10. Se a região em que será instalado o ASBC for muito quente e insolarada, não há a necessidade do isopor sobre todo o verso; porém é conveniente fazer 3 faixas de isopor de 5 cm x 61 cm, para proteção mecânica (2 nas extremidades, junto aos canos, e 1 no centro), a fim de não encostar diretamente o forro no telhado.

 

Lixar levemente a outra face do coletor e limpar com pano e álcool. Pintar a face com esmalte sintético preto fosco e pincel ou rolinho (não utilizar lata de “spray” por esta forma de pintura gerar camadas muito finas de tinta), inclusive sobre a área da colagem e tubulação, deixando sem tinta apenas 3 cm das extremidades dos tubos para futura união dos tubos dos coletores. Para melhor estética, pode-se cercar o perímetro a ser pintado com fita crepe, inclusive as 4 extremidades dos tubos em 3cm. Ver fotos 11 e 12.

 

OBS:  A equipe do ASBC tem consciência de que a operação colagem dos coletores é uma operação crítica, se não a mais crítica de toda a manufatura e instalação do ASBC, motivo pelo qual espera o máximo apoio tecnológico dos colegas montadores. Novidades vindas do “campo” serão incluídas no manual:

 

Este apoio é fundamental para o desenvolvimento do novo coletor de baixo custo, com características mecânicas e de sobrevida semelhantes às dos coletores tradicionais. Aplicações mais exigentes poderão ser atendidas: aquecimento de água de piscinas, hotéis, motéis, prédios de apartamentos, conjuntos tipo BNH, empresas etc.

 

  Foto 1: Fixação do tubo em placa com pregos  

  Foto 2: Marcação com lápis do rasgo a ser feito

Foto 3: Furo com ferro de solda para introdução da serra

  Foto 4: Corte seguindo a marcação

 

Foto 05: Lixamento das superfícies

 

Foto 06: Limpeza antes da colagem

 

  Foto 07: Encaixe do forro no tubo

  Foto 08: Introdução de 5mm do forro no tubo

 

 

 

 

 

 

 

  Foto 09: “Montinho” de araldite para reforço

Foto 10: Colagem do isopor no verso

  Foto 11: Fita crepe para proteção na pintura

Foto 12: Pintura com pincel e preto fosco

 

3. Manufatura do Reservatório

 

 

A seguir é detalhada a manufatura de reservatórios em caixa de isopor de 170L (marca Isoart) ou 180L (marca Isotérmica).

Esta manufatura pode ser  aplicada de forma análoga (ver figura 03 adiante) aos outros tipos de reservatórios indicados no item 1.2, pois independentemente do material do reservatório (1), deve-se sempre utilizar o saco flexível para impermeabilização (2), inclusive protegendo a tampa (3), com a diferença que deve ser adicionada a isolação térmica (4), inclusive também na tampa (é muito importante!) e utilização de diferentes métodos de furação para adaptação de flanges (5), (todos de prática conhecida). O fundo das caixas de sustentação mecânica dos reservatórios térmicos sempre deve ter alguns furos de 4 a 6 mm (6) para permitir a imediata saída de água, se o saco flexível sofrer avarias.

           

1º Passo: A primeira etapa, imprescindível, é a forração interna da caixa com o saco pneumático flexível, (a verdadeira caixa de água), cuja função é a impermeabilização e higienização. Este saco deve ser de material especial, impermeável à água e de espessura suficiente (cerca de 0,5 mm) para não furar e suportar as temperaturas ao longo do tempo. Ver foto 13.

 

A fábrica Sansuy (vide item 7) montou alguns modelos, a título experimental, para uso em laboratório, com dimensões iguais às internas das caixas. Se porém estes modelos não puderem ser fornecidos neste primeiro estágio pelo fabricante, pode-se substituí-lo por um filme de plástico pneumático, usualmente de PVC (deve ser este tipo: pouco filmes plásticos são impermeáveis!) de espessura 0,4 a 0,5 mm, que deve ser dobrado dentro da caixa de forma cuidadosa e sem uso de ferramentas perfurantes, utilizando fita adesiva para fixar as dobras nos beirais da caixa. Deve-se observar que tais dobras fiquem viradas para a parede de maior comprimento, já que todas as flanges estarão na parede de menor dimensão. Se uma flange passar por cima de uma dobra, a vedação hidráulica certamente estará comprometida.

 

Da mesma forma deve ser revestida a tampa de isopor, pois do contrário o vapor gerado no interior do reservatório penetra neste material e prejudica em muito sua função de isolante térmico. Usando o mesmo PVC pneumático, faça um “saco” , de forma quase plana e de maiores dimensões que a tampa, de forma que sobrem uns 5 cm de cada lado formando uma “saia”. Esta “saia” é importante para o caso da caixa ficar exposta ao tempo, por não permitir que a água da chuva  entre no reservatório pela interseção tampa/caixa. Também diminui perdas de calor por evaporação. 

 

É conveniente fazer vários pequenos furos (4 a 6 mm) no fundo dos reservatórios, qualquer que seja seu tipo, para, em caso de vazamento, permitir conhecimento imediato de problemas. No caso do isopor a água o “encharca” estragando-o permanentemente. Nestas caixas, os furos devem ser feitos nos locais mais profundos (a caixa tem “ranhuras” no fundo), nos quatro cantos e no centro.

 

Outros tipos de impermeabilização, com membranas aplicadas a frio com pincel, do tipo impermeabilização de lajes, nem sempre funcionam devido à grande flexibilidade da caixa, que termina por fissurar a pintura e a água a permear o isopor, reduzindo sua capacidade de isolação térmica, diminuindo em muito a eficiência global do sistema.

           

2º Passo: O próximo passo é fazer os 5 furos necessários, nas paredes de menor dimensão (Laterais). No caso do isopor, a melhor técnica é utilizar um  ferro de solda, que deve ser limpo com um pano grosso e seco após cada furo. Não deixar de treinar esta operação em pedaços avulsos de isopor. Ver foto 14.

 

            O que é importante são as alturas: os furos 1 e 3 devem estar juntos ao fundo do reservatório, o furo 2 (retorno da água do coletor) na metade da altura da caixa, e os 4 e 5 na maior altura possível, de acordo com a figura 02 abaixo.:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


As limitações, tanto dos furos superiores quanto dos inferiores, são as flanges, que por estarem também na parte interna da caixa, não permitem que os furos sejam feitos junto ao piso e junto à borda da caixa de isopor. O melhor procedimento então é o de colocar os adaptadores com flange no interior da caixa, encostar a flange no fundo, ou no limite superior da borda , e marcar com caneta o centro do furo (centro do tubo, ou da flange). Verificar o diâmetro necessário para cada tamanho de flange, e proceder o furo (com o ferro de solda) a partir do interior da caixa. Tome cuidado para não abrir o furo mais do que o necessário, pois o ferro quente “derrete” com muito facilidade o isopor, mesmo à distância.

            Este tipo de reservatório, de isopor, possui paredes de grande espessura, cerca de 6 cm, e portanto deverão ser utilizados adaptadores com flanges do tipo longo, os quais porém não possuem anéis de vedação (tipo “o-ring”). Assim a vedação deve ser feita com selante de silicone, passado tanto na rosca quanto na face interna da flange. Feito isto, basta colocá-las nos corretos orifícios, apertar (através da flange do lado externo) e esperar no mínimo 24 horas para sua cura.

 

  Foto 13: Saco de impermeabilização e higienização

Foto 14: Furo da caixa de isopor com ferro de solda

            3º Passo: Conforme explicado no item 1, a água quente apresenta menor densidade que a fria, e tende a subir. Dentro do reservatório ocorre o mesmo. É possível fazer uso inteligente de tal fenômeno, a fim de não misturar a água fria entrante (com o uso da água quente, a bóia da torneira irá abaixar, permitindo a entrada de água fria) com a água quente do reservatório. Para tanto deve-se mandar a água que entra pela torneira de bóia para o fundo do reservatório, e se não houver turbulência, esta “suspenderá” a água quente, que se captada na parte de cima, permite utilizar toda (ou quase toda) água à temperatura original.

 

São necessários dois mecanismos:

Um deles é chamado de pescador, que nada mais é do que um tubo móvel (com articulação) com um flutuador na ponta (bóia) e um orifício, de forma a captar a água sempre da porção superior.

O outro, redutor de turbulência, é também um tubo, adaptado à torneira de bóia (esta deveria, para facilitar a entrada da água fria no tubo, apresentar uma saída para mangueira, conforme item 1.2). Este tubo desce verticalmente até o fundo da caixa e é ligado a outro tubo,  que tem vários furos, com a função de distribuir melhor a água entrante, diminuindo sua velocidade, evitando causar turbulência.

 

Preparação do pescador: (ver Figura 04)

Saindo do adaptador com flange do orifício no. 3 (vide figura 01), dentro da caixa, deve-se colocar um joelho 90º de 20mm (1), com a saída paralela ao fundo da caixa e em direção à parede mais distante. Cortar um pedaço de 4 cm de tubo de

 20mm (2) e, com um esmeril ou uma lima, desbastar metade de seu comprimento ( 2 cm) de sua parede externa, uniformemente, de modo que quando colocado numa bolsa de um outro joelho igual, gire livremente. Insira este tubinho, com a parte grossa no joelho que foi conectado à flange. Em seguida corte  um pedaço de tubo 20mm (3) suficientemente grande para, a partir do joelho já instalado na flange, chegar próximo à parede oposta (cerca de 60 cm). Numa das pontas, colar um joelho de 90º (4). Na outra, fixar um flutuador (5) (vide item 1.2), que se for do tipo bóia (“banana”) de piscina, de comprimento 6 cm, deve ser furada no centro com diâmetro de 15mm. Encaixá-la na ponta do tubo e tampá-lo com um Cap (6). Imediatamente antes do flutuador e em direção ao joelho, fazer um “buraco” de cerca de 2cm2 (7) na parte inferior tubo, com esmeril ou serra, por onde será captada a água (identifique a parte inferior do tubo encaixando-o com a extremidade do joelho no tubo desbastado). Está pronto o pescador, faltando apenas amarrá-lo (8) na articulação (tubo desbastado) para não se soltar (permitindo, é claro, o livre movimento de subida e descida).

 

Preparação do redutor de turbulência: (ver Figura 05)

Conectar a torneira de bóia à flange no. 4 (figura 02) e medir a distância de seu eixo ao fundo do reservatório. Num tubo de 25mm colar um joelho de 90º (1), e, encostando o joelho no chão, cortar o tubo com a medida feita (2). Com um esmeril, ou lima de forma circular, fazer uma fenda arredondada (3) nesta ponta, de forma que encaixe bem na válvula de bóia, logo abaixo de sua saída para mangueira. Na outra extremidade do joelho deve ir um tubo de 25mmm (4) e comprimento 30cm, com dez furos passantes (5), na direção das paredes da caixa (eixo dos furos paralelo ao fundo), de diâmetro 9 mm. A ponta deste deve estar tampada com um Cap (6). Se necessário, “amarrar” (7) o tubo na torneira de bóia.

 

O reservatório está pronto. E visualizado na foto 15 com todos os detalhes:.

Pescador, torneira de bóia, redutor de turbulência, ladrão, filme plástico, tampa com proteção contra umidade, etc.

 

Para obter uma rápida detecção de problemas de extravasamento, leve o duto do ladrão para um local tal que a água perdida torne-se imediatamente perceptível

 

 

Foto 15: Caixa de isopor  180 litros com todas adaptações para uma caixa de água quente


  
 

 


3.1.  Manufatura de um Reservatório Térmico Virtual

(RESERVATÓRIO TÍPICO DA HABITAÇÃO POPULAR. ECONÔMICO E

 MUITO PRÁTICO)

Em locais em que não é possível a instalação de uma nova caixa (exclusiva para água quente), seja por falta de espaço ou por motivos financeiros, ou até mesmo por dificuldade de colocá-la no forro da residência, existe a opção da adaptação da já existente caixa d’água, para conter simultaneamente água quente e água fria. Este tipo de opção é destinada a casas que já contém caixas de água de volume igual ou maior do que 500 litros e em que não haja válvulas de descarga conectadas nestas. Isso porque a turbulência causada por uma descarga de bacia poderia misturar as camadas quente/fria. Existem algumas sugestões de como driblar esse efeito, como a colocação de uma “peneira” sobre a tomada de água para descargas, dentro da caixa, mas ainda nenhum teste prático foi feito sobre a validade deste mecanismo.

 

O princípio utilizado é o da água quente ser mais leve do que a água fria, já tratado anteriormente, formando assim um “colchão” de água quente sobre a fria. (Veja um esquema ilustrativo no final da página “Aquecedor ASBC”, no site sunpower). A única diferença com relação aos reservatórios descritos no item anterior é a altura da flange que leva água fria aos coletores e da flange que recebe a água quente proveniente deles. Estas alturas devem ser iguais, e calculadas da seguinte forma:

 

Determina-se o volume de água quente que se deseja armazenar, p.ex. 200 litros, e sabendo que estes irão ficar na porção superior do reservatório, calcula-se qual é a altura referente a tal volume, a partir da linha d’água.

Tal cálculo é feito dividindo-se o volume desejado, em metros cúbicos,  pela área da superfície líquida do reservatório, em metros quadrados. Se for necessário, peça para uma pessoa com conhecimentos em matemática para fazer os cálculos.

 

O próximo passo é fazer as adaptações necessárias na caixa. Esta deve ser esvaziada e seca. Fazer os dois furos para as flanges de 1”, em paredes opostas, com os centros na altura determinada acima (esta altura deve ser contada a partir da linha d’água!), com serra copo ou broca comum. Fazer um terceiro furo, para flange de ½”, destinado à coleta d’água quente para consumo, com centro a 10 cm abaixo do centro dos furos anteriores, numa parede perpendicular a estas. Nesta flange deve ser colocado um pescador, idêntico ao detalhado no item anterior, assim como é necessária a preparação de um tubo “redutor de turbulência” adaptado à torneira de bóia, também da mesma forma. A saída da água fria de consumo deve estar na posição a mais baixa possível, mas provavelmente já foi feita assim.

 

Por último, mas não menos importante, deve ser feito um bom isolamento térmico da tampa e porção superior das laterais, do lado externo da caixa. Quanto melhor a qualidade (e espessura) deste isolamento, que pode ser feito em lã de rocha, de vidro, isopor, celulose batida em água, manta de polietileno expandido, cobertores, etc., melhor será seu rendimento.

 

 

 

 

 

4. Instalação

           

4.1. Direção, Inclinação dos Coletores e

        Eliminação de Bolhas

 

Os coletores deve(ria)m estar direcionados ao Norte (ver com uma bússola), com desvio lateral aceitável de 35 graus. Assim, antes de iniciar a instalação, verificar qual das águas do telhado melhor se presta a esta função.

 

A inclinação dos coletores deve(ria) ser a da latitude local mais 10 graus. Na região do equador, os 10 graus quase não tem a função térmica, a de melhorar o aquecimento da água no inverno, mas sim, com esta inclinação, permitir que a água da chuva escorra e leve o pó acumulado sobre o vidro consigo.

 

Por exemplo, em São Paulo - Capital, a latitude é de 23º. Assim o ângulo de inclinação ideal com a horizontal  deve(ria) ser de aproximadamente 23 + 10 = 33º. Vide figura 06: Na prática, a inclinação que temos à nossa disposição é uma das águas do telhado. É esta que vale. A estrutura mecânica a ser produzida para obter direção e inclinação corretas é bem mais complexa e cara do que adicionar um coletor a mais para obter a temperatura desejada durante o inverno.

 

 

 

 


 

 

 


Os três coletores sempre devem ser ligados em paralelo, (veja Figura 01) o que significa uma interligação dos tubos de baixo, assim como a interligação dos tubos de cima; Estas quatro ligações devem ser preferencialmente feitas (pelo menos na fase de aprendizado), com conexões desmontáveis, como uniões (mais confiáveis) ou luvas de correr. Desta forma irão restar 4 “pontas” : duas delas servirão para a circulação de água, uma para a entrada de água fria, pelo duto inferior, e a outra, diametralmente oposta, no duto superior, para o retorno de água aquecida ao reservatório. Nestas duas então devem ser colados adaptadores bolsa/rosca para ser possível roscar os Joelhos 90º (utilizar sempre fita veda-rosca). As outras duas serão tampadas, a inferior com adaptador bolsa/rosca e Cap com rosca, (permitindo, se necessário, o esvaziamento do sistema e com isto a limpeza interna das placas de forro e dos dutos de PVC), e a outra no duto superior, com Cap colado.

 

BOLHAS: Por último, mas muito importante, deve-se prever uma ligeira inclinação dos coletores no sentido de deixar a saída de retorno de água quente, mais alta que sua extremidade oposta no tubo superior (fechada com Caps). Esta é necessária para permitir o escape dos gases formados durante o aquecimento, que devem “subir” em direção ao reservatório. O acumulo de gases em qualquer parte do sistema irá diminuir o seu rendimento, deixando-o até inoperante, resultando em danos físicos à sua estrutura (a temperatura irá aumentar mais do que o admissível). Uma diferença de 5 cm entre as extremidades é suficiente.

 

4.2. Posicionamento Relativo Placas – Reservatório

 

O reservatório deve estar acima do nível das placas, e quanto maior este desnível, melhor a eficiência (circulação) do sistema. Assim é necessário planejar o local para os componentes: a exigência mínima é de que a cota inferior do reservatório (piso) esteja pelo menos 5 cm acima da cota superior das placas. (Tubo superior). Portanto quanto mais próximo o reservatório estiver da cumeeira do telhado e os coletores da borda externa de uma das águas do telhado, melhor. Este desnível, porém, não deve ser maior do que 3 metros, dadas as limitações na pressão admissível dos coletores plásticos do ASBC. A locação do reservatório de água quente deve ser feita também o mais próximo possível do ponto de utilização, e no caso de haver mais de um, a uma distância média de cada um deles, a fim de minimizar o caminho que a água quente irá percorrer até o chuveiro.

 

Observação: No caso de casas com telhado plano, pode ser feita uma estrutura leve para obtenção da correta inclinação e direção.

 

4.3. Conexão entre Coletores e Reservatório

 

Primeiramente é importante lembrar que deve-se evitar torção dos tubos em relação à placa a fim de não comprometer a colagem, situação comum quando da colagem de conexões nos tubos. Também não se deve utilizar no circuito do aquecedor, (coletores mais caixa), tubos e/ou conexões menores de que 32 mm, o que diminuirá a sua eficiência.

           

A tubulação que leva água fria aos coletores deve sair do ponto mais baixo do reservatório (vide figura 02: furo 1), através de uma flange de 1”,  e ser ligada ao tubo inferior dos coletores. A tubulação de retorno de água quente sai do tubo superior dos coletores, no lado oposto da entrada de água fria, e parte em direção ao reservatório no qual entra, também através de uma flange de 1”, no lado oposto da saída de água fria e em altura igual à metade da altura da própria caixa de água fria (vide figura 02: furo 2).

 

É importante que nestes dois caminhos que a inclinação seja sempre:

 

Decrescente, do reservatório em direção ao coletor, e

Crescente do coletor em direção ao reservatório, ao longo de todo o caminho. Ver foto 16.

 

Qualquer ponto alto (na realidade, qualquer inflexão) irá acumular gases que prejudicarão o sistema tal como descrito em 4.1.

 

Caso o comprimento do tubo que leva a água quente do coletor ao reservatório (saída superior do coletor) exceda 3 metros, deve-se fazer o isolamento térmico deste. Existem no mercado isolamentos especiais para dutos, neste caso de 32mm, que podem ser  em 2 meias calhas de isopor, lã de vidro, lã de rocha ou mesmo em forma cilíndrica com um furo no centro, flexível, normalmente em polietileno expandido, ou, quando interno ao telhado, tiras de plástico bolha enroladas nos canos de PVC, etc.

 

 

Terminada a instalação é conveniente pintar toda tubulação exposta ao sol com esmalte sintético preto fosco para aumentar sua vida útil. (Os dutos de PVC comerciais são fornecidos sem aditivos anti UV para permitiria longa vida se expostos permanentemente às intempéries. Mesmo assim, sem pintura protetiva, duram mais de 10 anos expostos. Só ficam mais quebradiços.

 

 

 

 

 

Foto 16: Sistema completo. Coletores em paralelo e tubulação sempre na ascendente.

 

 

4.4 Ligação até o chuveiro

 

Sendo o ASBC um aquecedor do tipo de acumulação, ou seja, possui um reservatório específico de água quente, é necessário que haja uma tubulação que leve esta até o chuveiro. Em algumas casas esta já existe (são aquelas que têm 2 registros no box do chuveiro), e então a instalação do novo reservatório é muito fácil, basta ligá-la na tubulação para água quente preexistente. Porém na grande maioria das casas brasileiras só existe a tubulação de água fria, já que esta será  aquecida apenas no chuveiro elétrico.

 

É preciso então fazer uma tubulação que saia do reservatório térmico (tubo de ½” ) e que vá até o chuveiro a serem abastecido, passando por um registro de ½” e

 

 

 

 

um “Tê” para mistura com a água fria. Este conjunto, duto ½”, registro de ½” e “Tê” pode ser feito em PVC marrom (soldável), porém é recomendável que o seja em CPVC, material especial para altas temperaturas, para prevenção de problemas futuros no caso de que o sistema de aquecimento seja trocado por algum outro que forneça água a temperaturas muito maiores.

 

 

Existem 3 configurações possíveis para instalação dessa nova tubulação dentro do “box” do chuveiro. (Figuras em desenvolvimento)

 

 

A primeira, de melhor estética, é a de se embutir a tubulação na parede do chuveiro, ficando aparente apenas o novo registro para água quente. Dentro da parede deve haver um “Tê” para ligação com das tubulações “quente – fria”, constituindo-se assim o misturador. Saindo deste Tê, segue apenas um tubo que leva a água já misturada até o chuveiro.

 

 

A segunda configuração possível é muito semelhante à primeira, sendo que a tubulação, vindo do teto, ficará aparente, descendo até a uma altura desejada, (por exemplo a do registro de água fria pré existente), onde será instalado o registro da água quente, subindo o duto deste em direção ao chuveiro. No duto de alimentação do chuveiro deve ser instalado um “Tê”, entre a saída da tubulação de água fria da parede e o cano de alumínio que leva ao chuveiro. A tubulação aparente de água quente deve entrar na parte central deste “Tê”, configurando-se assim o misturador.

 

 

A terceira opção é um meio termo entre as duas primeiras, com menos “quebradeira” que a primeira e de melhor estética que a Segunda, além de mais econômica. Consiste em ligar a nova tubulação, proveniente do teto, direto ao chuveiro, com o uso do mesmo “Tê” da segunda opção, mas desta vez virado com a parte central para cima. Será necessário apenas um furo na laje, para a descida vertical do tubo que carrega a água quente, e um registro de esfera (1/2”) que ficará imediatamente antes do “Tê”, ou seja, acima do nível do chuveiro. Assim será necessário fazer um telecomando deste, através de uma extensão da manopla do registro de esfera, extensão presa à manopla por parafusos e que leve o comando à altura da mão do usuário.

 

  Convém que a extensão não ser muito comprida, para evitar que crianças pequenas se “pendurem” nela.

     

A foto 17 traz uma idéia desta montagem.

 

 

 

Foto 17: Chuveiro elétrico, na qualidade de aquecedor auxiliar, com

extensão  do registro de água quente e controlador de potência instalado.

 

 

 

5. Aquecimento Auxiliar

 

 

            Como todo sistema solar, este depende do sol para funcionar. Em dias nublados ou chuvosos, pode ocorrer que a temperatura da água não atinja um nível satisfatório, necessitando de aquecimento externo.  Este pode, e deve ser o já existente na casa, como o chuveiro elétrico ou o “boiler”.

 

No caso do chuveiro elétrico é necessária a instalação de um controlador de potência do tipo “dimmer” (ver item 7 – lista de fornecedores), que através de um botão giratório permite ao chuveiro acrescentar apenas o necessário de energia para atingir a temperatura desejada. Mais do que isso, por permitir uma sintonia fina da temperatura, aumenta o conforto do usuário, que pode acertá-la exatamente a seu gosto individual. O controlador permite uma grande economia de energia. Este equipamento é muito importante para a otimização do sistema. Ver foto 17 acima.

 

No caso de haver um “boiler”, este poderá ser alimentado pela água pré-aquecida solar, diminuindo seu consumo energético. Se o “boiler” tiver controle por termostato, regulá-lo de 45 a 50ºC.

 

 

6. Cuidados na Operação

 

         6.1. Aquecer Água no Chuveiro Elétrico

 

            Para se fazer a regulagem da temperatura da água, utilizar o seguinte procedimento:

Abrir o registro de água quente e esperar esta chegar. Se esta estiver quente demais, abrir progressivamente o registro de água fria, até atingir a temperatura desejada. Se a temperatura da água “solar” não for suficiente, adicionar através do controlador de potência do “dimmer”, paulatinamente, a energia necessária para o aquecimento complementar. Se o reservatório estiver longe do chuveiro e a demora da chegada da água quente for maior, sinônimo de desperdício de água potável, pode-se iniciar o banho de imediato, aquecendo-se a água com o acionamento do controle de potência do chuveiro, até o momento da chegada da a água quente do reservatório solar.

 

Deve-se também ter em mente que o volume de água quente é limitado, apesar de cada usuário poder escolher o volume do seu reservatório. Se a opção foi pelo sistema básico, de 160 litros (caixa de isopor de 180 litros), isto corresponde a 5 banhos de 9 minutos, ou 4 de 11 minutos (com vazão de 3,5 litros/min.). Portanto é preciso uma reeducação dos usuários do chuveiro, obedecendo estes tempos, para o máximo aproveitamento do sistema, gerando-se para si e para a nação a maior economia possível da, finalmente reconhecida, preciosidade da energia elétrica.

 

É recomendável ainda que,

 

se o sistema for ficar inativo por sete dias ou mais  

(ausência dos moradores, para férias, por exemplo), a água do reservatório seja trocada antes do uso (esvaziá-la pelo próprio chuveiro). A água quente parada é um ambiente potencialmente propício ao desenvolvimento de microorganismos, até na ausência de iluminação.

 

Esta sugestão vale para todo o tipo de reservatório térmico.

 

7. Manutenção

 

O ASBC ainda é um produto experimental. As sugestões adiante poderão estar incompletas.

 

O ASBC não esquenta mais direito: Pela experiência em do laboratório isto pode ser causado por:

Vazamento em direção ao isolamento, encharcando-o se ele for do tipo que não aguenta água. Eliminar vazamento e secar o isolamento.

Bolha de ar nos dutos que interligam os coletores ao reservatório. Isto impede a livre circulação da água no processo “termo sifão”. Lembrar que qualquer bolha de ar dentro do sistema dos coletores e seus dutos sempre deve poder fluir naturalmente em direção ao reservatório. Corrigir a provável inflexão de um dos dutos, ou talvez até a inclinação dos coletores, aquela que obriga às bolhas dirigirem-se ao reservatório.

 

Coletores: Uma vez por ano analise-os, porém ser forçá-los. Eles são, por sua natureza, de PVC e colados, podendo sofrerem rachaduras ou descolamentos com tratamento excessivamente vigoroso.

 

Superfície Negra: Provavelmente os coletores deverão ser repintados de tempos em tempos, dependendo da região do Brasil e de sua insolação A tinta preta fosca sintética não oferece vida muito longa quando totalmente exposta às intempéries.

Limpeza interna dos tubos: Uma vez ao ano sugere-se desatarraxar o Cap com rosca 1” (branco) do sistema de coletores. A água do reservatório térmico esvaziar-se-á pela nova abertura. Observar a cor da água. De início marrom, devido aos depósitos de barro e outros materiais dentro dos dutos de PVC. Pouco tempo depois ela clareará e o Cap já poderá ser recolocado e reapertado. Não esquecer de passar veda rosca para evitar pequenos vazamentos neste local.

Excesso de torque no manuseio do Cap: Lembrar que ao desatarraxar e reapertar o Cap, sempre prender o tubo de PVC com alicate para evitar que a torção desta operação force o coletor solar e suas linhas de colagem placa / tubo.

 

Reservatório térmico: A cada seis meses, por precaução, faça uma verificação cuidadosa do seu estado.

 

            Estrutura externa do reservatório: Analisar aspecto geral, sua cor, se apresenta vazamentos, seja pelas flanges ou pelo fundo (propositadamente) perfurado. Se houve vazamento pelo fundo, certifique-se de que as flanges estão firmes e à prova de vazamentos. Verifique se o saco de PVC pneumático apresenta algum defeito. Encontrado, vedar o local com um outro pedaço de filme flexível, com cola adequada. (Exemplo solda padrão Tigre, vedante de silicone, etc.)

Saco plástico pneumático, (a verdadeira caixa de água):

- Analisar se ele mantém a flexibilidade original. Aproveitar e realizar a limpeza interna do barro acumulado, usando, suavemente, um pano tipo “flanela” para não riscar e/ou danificar o filme plástico ,

- Observar se as flanges estão bem firmes. Se não, reapertar, partindo do lado externo do reservatório.

- Verificar o estado do pescador, movimento, abertura de sucção de água, estado de sua bóia.

- Verificar a torneira de bóia e em especial o duto redutor de turbulência a ela ligado. Se estiver frouxo, permitindo que a água que sai da bóia passe por fora do duto, trazer o duto de volta à posição original.

Isolamento térmico: No local, bem seco, sem fungos, de aspecto original.

Dutos que trazem água da rua e dutos que levam a água quente: Verificar presença de vazamentos. Corrigir. Verificar se apresentam abaulamentos por excesso de peso. Corrigir aumentando o número de apoios ou fixações, mantendo-os sempre alinhados.

 

8. Lista Sugerida de Fornecedores

 

Tipos de Materiais                             Fabricante/endereço/contatos

 

Tubos:

Tubos e conexões em PVC                   Padrão Tigre, em todo revendedor

de material de construção

Forros PVC:

Peças de 1250 x 620 x 10 mm                  Medabil, Filial São Paulo (011) 3812 3322

                                                                       Confibra, Matriz  (019) 3887 2677

Isolamentos Térmicos:

Placas Isopor, 15 mm,                                            Div Term, com Nilza, (011) 3662 0288

especial para coletores                              R. Camaragibe 216, Barra Funda – S.P.

Manta de Polietileno Expandido                Sealed  Air, c/ Cleto Cruz, (011) 6647 2625 /

de 5 a 10 mm para reservatórios/dutos  6647 0711 / 9986 5544

Joongbo, com Vicente Mercadante,           11 3845 1611/ 085 2750100

Plástico Bolha para aplicações gerais     Sealed  Air, c/ Cleto Cruz, (011) 6647 2625 /

de isolamento térmico                                6647 0711 / 9986 5544

Filmes espessos celulósicos,                    tipo “Papier Masché”, preparados pelo usuário com jornal picado e dissolvido em água. (1 kg papel para 15 litros de água) A pasta resultante é aplicada sobre as superfícies a serem isoladas termicamente. Secar por uns 10 dias. Muito econômico e excelente isolante térmico. Observar proteção contra cupins.

Reservatórios:

Em Isopor 170 litros                                                Isoart, com Delma, (011) 4091 0910 / 1017

                                                                                  Av. S. Catarina 145, Diadema – S.P.  Atrás de Cadeados Papaiz

Em Isopor, 180 litros                                               Isotérmica, junto à Via Anchieta, Km 20,5

                                                                                  R. Oneda 583, (011) 4341 5040

Barricas em celulose                                              Jorpan Vendas: (011) 4648 6877

de Æ 570 mm, de 150 a 260 litros

Caixas de água, 250 / 500 / 1000             Fornecedores de Primeira Linha, em lojas

litros ou outros volumes                              de materiais de construção

                       

Controladores de Potência de Chuveiros (“dimmers”):

Dimmer 5,4 e 6,4 kW                                             Martronic, Sr. Marcos,  (011) 3621 2052 / 3621 / 2045.

Dimmer 8,0 kW                                                       Fe-Ad – Aleder’t, Fábrica (011) 6280 9055 Loja (011) 5579 2678

Dimmer Thermosystem                              Botega, c/ Eng. Francimar, (048) 626 4630 

 

Chuveiros Elétricos com “dimmer” integrado:

Chuveiro Eletrônico                                    Botega, c/ Eng. Francimar, (048) 626 4630

Chuveiro Eletrônico                                     Zagonel, (049) 366 1326

 

Filmes e Sacos Plásticos para os Reservatórios:

Filme PVC pneumático de 0,5 mm           Sansuy, com Ângelo (011) 5506 9131 / 9606

Vinimanta VMP 55ML flexível, para

impermeabilização dos reservatórios

Sacos de PVC flexível pneumáticos         Sansuy, com Ângelo (011) 5506 9131 / 9606

Mesmo material acima, mas soldado nos

formatos definitivos para impermeabilização

de reservatórios em várias medidas

Piscinas PVC flexíveis pneumáticas        Sansuy, com Ângelo (011) 5506 9131 / 9606

Pretas, material acima, f=1,2 m,

H=0,35 m, soldadas, formando o corpo

impermeável do coletor solar integrado.

Filme PVC transparente anti-                    Sansuy, com Ângelo (011) 5506 9131 / 9606

embaçamento e anti Ultra Violeta para

cobertura protetora do coletor solar integrado

Tipo: VCF-30-LL A-39 TRANSPARENTE T-001

0,15 mm X 1400 mm de largura

 

Adesivos:

Cola Araldite Profissional 24 horas          Maxiepoxi, com Sérgio/Cláudio, (011)  

Sugestão de aquisição: 100 gr                 5641 5608, R. Gibraltar, 212  Sto. Amaro SP

Adesivo e 80 gr de endurecedor é

suficiente para 5 Aquecedores solares

completos. Fabricante Vântico / Ex Ciba.

(O “Profissional” não é nada mais do que

o Araldite tradicional)

 

Novidade em adesivo: Outubro 2001

Metacrílico Bicomponente Plexus 310      Maxiepoxi...........

 

Adesivo novo, distribuído pela Vântico / Ex Ciba, com características muito superiores à do Araldite, relativo à aplicação sobre PVC.

Experiências em laboratório confirmam estas excelentes qualidades.

O Plexus ainda não é fornecido em potes ou bisnagas pequenas, tipo 50+50 gramas, suficientes para até dois aquecedores solares.

Este trabalho poderá ser realizado por montadores de Kits, que, ao adquirir potes industriais, os divide em porções adequadas ao usuário final.

 

 

 

9. Sugestão de Componentes Aplicáveis ao ASBC

 

 

São componentes de um padrão superior e usualmente mais custosos.

A relação está em desenvolvimento, esperando autorização dos respectivos Departamentos Comerciais.

 

 

 

10. Dúvidas e Sugestões de Usuários ASBC

 

Este assunto foi separado do Manual de Manufatura, face volume de informações que ele é portador.

 

Quem desejar inteirar-se do “Manual das Dúvidas e Sugestões”, é só acessá-lo na página “Manual do Usuário e Componentes” do site

“www.sunpower.com.br”

           

 

 

11. Informações Complementares

  Recomenda-se a leitura do site na Internet www.sunpower.com.br para informações sobre o histórico do projeto e apresentação de aspectos conceituais do aquecimento de água.

Outras dúvidas e sugestões técnicas devem ser endereçadas ao e-mail sunpower@cietec.ipen.br Elas serão respondidas rapidamente e em ordem de chegada.